UPA Centro completa um ano com 84.225 atendimentos

UPA Centro completa um ano com 84.225 atendimentos

Publicado em 28/06/2019 - Editado em 03/07/2019
Em maio, a média de atendimento foi de 250 pessoas na unidade
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Divulgação

No dia 23 de junho de 2018, a Prefeitura e a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) deram início a uma das ações mais importantes para o avanço no atendimento de urgência e emergência na cidade: a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas Dr. Casemiro, em um investimento de R$ 4,7 milhões com recursos do governo federal e municipal. Neste primeiro ano de funcionamento, 84.225 pacientes (62.231 adultos (73%) e 21.994 pediátricos (27%)) receberam cuidados médicos na unidade. “A abertura de portas da UPA Centro é considerada um marco na saúde, no que se refere à qualidade e ampliação do atendimento à população da nossa cidade”, afirma o diretor-presidente da FSNH, Ráfaga Fontoura, observando que a localização estratégica da Unidade contempla uma região de alta densidade populacional, favorecendo diversos bairros.

O secretário municipal de Saúde, Naasom Luciano, salienta que é motivo de grande alegria comemorar o primeiro ano da UPA Centro, pois, em meio a tantas dificuldades financeiras na área da saúde no país e com diversos municípios vizinhos fechando unidades, Novo Hamburgo consegue se diferenciar na qualidade de atendimento, estrutura e qualificação das equipes. “Quem conhecia as dependências do antigo Pronto Atendimento e hoje já foi na nova instalação, reconhece a diferença e a grande melhoria feita para a população. Sem dúvida nenhuma, reflete em um atendimento de qualidade para Novo Hamburgo”, ressalta o secretário.

Com índices de atendimentos bem diferentes dos registrados em seus primeiros dias de atividade, a UPA Centro opera no máximo de sua capacidade. Só em maio, a média foi de 250 pessoas atendidas diariamente, um pouco acima do indicado pelo Ministério da Saúde, de 225/dia em uma unidade deste porte. Volume que chama atenção quando avaliados os atendimentos por classificação de risco. “A UPA é para atendimento de situações de urgência e emergência. No entanto, muitos pacientes não se enquadram nessas classificações quando chegam”, alerta José Jardim, coordenador da unidade.

MAIORIA NÃO É GRAVIDADE - Conforme levantamento, dos 84.225 atendimentos médicos, 43 (0,5% - classificação Vermelha) foram emergência, 4.307 urgência (5% - Amarela), 31.904 ( 38% - Verde) pouco urgente e 47.959 ( 56% - Azul) não urgente. "É lógico que as equipes não vão negar atendimento, mas a maioria das situações não é de gravidade. Tanto nas UPAs como no Hospital, estamos sempre informando e conscientizando as pessoas para que procurem os postos de saúde para situações mais simples. O resultado será positivo para elas próprias, pois não vão precisar ficar aguardando por horas o atendimento, pois urgência e emergências sempre serão prioridades", explica o coordenador.

Para o presidente da FSNH, quando se trata de saúde sempre haverá opiniões divergentes, de uma parte há reclamações e de outra elogios. “A saúde enfrenta diversos desafios, que não se estacam de uma hora para outra. Há um esforço diário para manter os serviços funcionando. Nossa proposta é de melhorar cada vez mais o atendimento, manter uma equipe qualificada e compromissada com a boa prestação dos serviços para atender o cidadão na sua necessidade”, diz Fontoura.

Para o coordenador médico da UPA Centro, dr. João Paulo Bedin, é fato o aumento efetivo de atendimentos em relação ao antigo Pronto Atendimento de Novo Hamburgo (PANH), uma mudança que beneficiou a população de Novo Hamburgo, tanto em quantidade como na qualidade, visto que se conta com melhores recursos para qualificar o atendimento, principalmente nas urgências e emergências. “Foram 12 meses de muito empenho. Novos desafios virão e seguiremos dispostos e preparados para enfrentá-los em prol da saúde do município”, diz Bedin, ao agradecer a dedicação da equipe da UPA e o apoio da FSNH e da Secretaria de Saúde de Novo Hamburgo.

Mais repasses com a qualificação

E não foi só colocar a UPA Centro para funcionar. O empenho também foi para conseguir o credenciamento e, agora, após um ano de habilitação, a UPA deve passar pela qualificação do Ministério da Saúde, o que significará um incremento financeiro mensal a partir desta avaliação, que ainda não tem data agendada pela equipe do governo federal. “Esse recurso adicional será fundamental em um momento em que todos estão com dificuldade”, diz o presidente da FSNH.

Atualmente, o custo mensal de serviços é de cerca de R$ 1 milhão. O governo federal contribui com R$ 175 mil e o restante é bancado pela Prefeitura.

Outros números da UPA Centro neste ano:

- 15.841 exames de Raio-X

- 3.601 curativos

- 1.074 suturas

- 3.617 ECGs

- 4.520 testes e glicemia

A Unidade

Localizada na Rua Visconde de Taunay, 134, no bairro Rio Branco, a UPA é uma unidade de atendimento pré-hospitalar e de complexidade. A unidade tem cumprido um importante papel de auxiliar e suprir a grande demanda nos atendimentos emergenciais do município, desafogando o Hospital Municipal.

Com capacidade para atender 6.750 pacientes por mês, a UPA possui estrutura de aproximadamente 1.300 metros quadrados, área que conta com cinco consultórios, 12 leitos de observação, 3 leitos de urgência, 2 leitos de isolamento e 1 sala de gesso/mobilização de fratura, entre outros espaços.

Mantém uma equipe multiprofissional: três médicos clínicos, dois pediatras, dez técnicos e dois enfermeiros por turno, além de colaboradores de apoio, como administrativos e de serviços gerais.

Os serviços oferecidos serão atendimento adulto e pediátrico, estabilização de pacientes socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), apoio diagnóstico terapêutico, raio-X de última geração, eletrocardiograma e controle de gases medicinais.

A unidade tem uma estrutura para atender dos casos mais simples aos mais complexos, como situações com risco de vida, a exemplo de infartos.