Profissionais da rede básica vão reforçar atendimento no Hospital Municipal

Profissionais da rede básica vão reforçar atendimento no Hospital Municipal

Publicado em 25/06/2020 - Editado em 29/06/2020
Mesmo com o remanejo de profissionais, nenhuma unidade de saúde será fechada
Crédito
Lu Freitas

Conforme prevê o plano de contingência de Novo Hamburgo para o enfrentamento ao coronavírus, a Secretaria Municipal de Saúde irá deslocar profissionais de saúde da rede básica para reforçar o atendimento no Hospital Municipal. A medida será implantada a partir de segunda-feira, 29, quando será concluída a ampliação em mais 31 leitos clínicos dedicados exclusivamente à Covid-19 no Hospital, aumentando para 80 leitos clínicos, sendo sete deles de cuidados intensivos.

As equipes técnicas a serem deslocadas são de unidades básicas de saúde (UBSs) e unidades de saúde da família (USFs) do Município. Elas são compostas por médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem. No entanto, nenhuma unidade será fechada. Haverá redução em suas equipes. “Em princípio, o horário de atendimento será mantido em todas as unidades, mas insistimos com a população para procurar as unidades somente em caso de urgência ou extrema necessidade”, explica o secretário municipal de Saúde, Naasom Luciano. “Nosso maior desafio tem sido preencher as escalas de trabalho. Mensalmente, temos cerca de 100 afastamentos por suspeita ou confirmação de Covid entre os profissionais da área médica. Somente neste ano, já foram realizados nove processos seletivos simplificados para buscar novos profissionais no mercado”, completa o secretário.

LEITOS NO HOSPITAL

Atualmente, a estrutura de leitos para atender exclusivamente a Covid-19 no Hospital Municipal é de 49 leitos clínicos, sendo sete deles de cuidados especiais (semelhantes a uma UTI), além de dez leitos de UTI. O Município também deve contar em breve com mais cinco leitos de UTI, que estão sendo estruturados a partir dos cinco respiradores pulmonares recebidos do Estado na sexta-feira passada, conforme determinação da prefeita Fátima Daudt.

Inicialmente, o Estado havia prometido cinco leitos de UTI, mas acabou liberando apenas os respiradores. “Isso afetou nosso planejamento, mas a prefeita determinou que seguíssemos o cronograma de leitos de UTI com recursos próprios”, enfatiza o secretário Naasom.

Há ainda outros dez leitos de UTI locados para serem entregues entre 30 e 40 dias, mas que a Prefeitura está gerenciando para serem implantados o mais rapidamente possível. O plano de contingência ainda prevê outras estruturas, como ações na UPA Centro e implantação de hospital de retaguarda (hospital de campanha no local).