Melhor receita para o desenvolvimento é aprender

Melhor receita para o desenvolvimento é aprender

Linha de apoio
Jovens participam de oficina de padaria e confeitaria do Programa de Desenvolvimento Municipal Integrado (PDMI)
Publicado em 28/08/2018 - Editado em 30/08/2018
Oficina conta com 22 alunos
Crédito
Betina Ludwig

A receita composta por não ficar parado e demonstrar interesse marcou mais uma aula da oficina de padaria e culinária, que ocorreu na Associação do Bem-Estar da Criança do Adolescente (Asbem), localizada na Rua Guarujá, número 171, Bairro Pátria Nova. O curso oferecido pela Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo faz parte do componente de Prevenção à Violência para jovens de 14 a 29 anos do Programa Desenvolvimento Municipal Integrado (PDMI), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Para a oficina, que teve bem mais inscritos do que o número de vagas, foram disponibilizadas sete vagas extras, fechando a turma com 22 alunos. As aulas são ministradas pela chefe de cozinha Raylane Gonçalves dos Santos, formada em Gastronomia pela Universidade Feevale.

A participante Andreza Machado da Silveira, 24 anos, destacou que sempre teve interesse pela cozinha e ficou sabendo do curso pela internet. “Culinária sempre me chamou atenção. Vi essa oportunidade, convidei minha irmã e nos inscrevemos. Quando eu finalizar o curso, pretendo conseguir um emprego em mercado ou padaria para aplicar o que aprendemos aqui”, disse.

A jovem, Deise de Oliveira Garcia, 22 anos, que produz pães e cucas para vender, destacou que a oficina auxiliará na melhoria de seus produtos. “Há um ano vendo, de casa em casa, pães e cucas para ajudar na minha renda familiar. O mercado é bem competitivo e vi no curso uma oportunidade para melhorar os meus produtos. No futuro, quero abrir uma padaria, quando estiver mais experiente”, explicou.

A moradora do Bairro Vila Nova, Laura Giordana Hartmann, 19 anos, contou que já produz cupcakes em casa e quer expandir a produção. “Eu prefiro as aulas práticas porque nos envolvemos mais. Mas a parte teórica também é fundamental. Com o conhecimento daqui, quero produzir novos alimentos para vender ou tentar algum emprego na área. É bem bacana essa oficina, ainda mais porque sempre gostei de cozinhar”, frisou.

A responsável pelo suporte Pedagógico e Administrativo da Asbem, e especialista em gestão educacional, Daniela Sperb, enfatizou que, além de aprender, na oficina os jovens têm a oportunidade de fortalecer e fazer novos vínculos. “Inicialmente eles aprendem sobre a manipulação e higiene com os alimentos, que são pré-requisitos para a continuidade no curso. Também existe a preocupação que as receitas sejam acessíveis e para que eles consigam compartilhar no âmbito onde estão inseridos. Além disso, queremos que todos os participantes das oficinas se sintam parte do espaço. Eles têm também o acompanhamento do serviço da psicologia e da assistência social”, finalizou.